As empresas que conseguem prosperar nos dias de
hoje são aquelas que souberam se adaptar as mudanças, são as que compreenderam,
a chamada tripla convergência.

Antigamente uma empresa de multimídia, como no exemplo do livro, Greer e Associados, era responsável
apenas por uma parte do trabalho. Ela acabava confiando a outras empresas
outras tarefas do trabalho. Essas tarefas ficavam na mão de profissionais que
detinham a tecnologia, o treinamento e o conhecimento específico. Porém, com a
evolução da tecnologia e o acesso fácil a informação, a competição aumentou e
qualquer um, com o conhecimento necessário, poderia realizar a mesma tarefa
cobrando muito menos, são os chamados freelancers. Para vencer nesse novo
mercado, a empresa precisa definir a sua competência básica, seu foco e
investir nele. Trata-se da chamada especialização.

Uma outra questão fundamental para
que as empresas pequenas vençam é que elas devem se comportar como se fossem
grandes. Como exemplo citado pelo autor, temos a empresa Aramex, que entrega,
faz o rastreamento e a localização das encomendas, que em conjunto com outras
empresas dominou o setor de entregas de encomendas no mundo árabe. Em um
momento crucial, a empresa soube ser rápida e eficiente e, dessa forma,
conseguiu desenvolver um software melhor, mais rápido (porque usava a internet)
e uma engenharia criada por ela, com isso, ela não era mais “refém” de ninguém.
A tecnologia havia habilitado a empresa a competir com os grandes e prosperar
no mercado plano.

De outra monta, as empresas grandes
devem se comportar como pequenas e devem permitir a seus clientes agir como
grandes. As empresas precisam oferecer ao cliente o que ele deseja, o que ele
necessita, o que ele anseia. O consumidor se tornou autodirigido e as empresas
precisam adaptar sua tecnologia e seus processos de negócios para dar poderes a
esse consumidor. O cliente passou a controlar o comportamento da empresa. A
Starbucks, por exemplo, incluiu leite de soja a sua gama de produtos para
atender aos anseios dos consumidores.  A
E*Trade (corretora e banco online), para se adaptar a esse novo cliente, passou
a oferecer em seu site um verdadeiro “buffet digital”, isto é, segundo as
palavras do CEO da E*Trade, passou a oferecer uma experiência financeira
integrada.

Com o achatamento do mundo, as melhores companhias tiveram que buscar
colaboradores, para agregar o maior número de especialidades possível. Hoje em
dia, uma grande companhia já nasce multinacional. A Rolls-Royce, não nasceu
multinacional, mas teve que se adaptar a esses novos tempos. Atualmente, a
Rolls-Royce ainda é dona da tecnologia chave, mas buscou parcerias e
“inteligência/conhecimento” em outros lugares do mundo também.

As
grandes empresas da atualidade fazem, constantemente, uma espécie de exame da
estrutura organizacional e produtiva para conseguirem identificar problemas e
fortalecer determinados nichos de mercado. Todas as funções que não fazem parte
da competência central da empresa ou que ela não possua capacidade para executar,
devem ser tercerizadas. Essa tercerização não deve ter por objetivo final a
economia, mas sim, o aumento de especialização da empresa. A empresa poupando
com a tercerização de determinadas atividades, poderá, investir mais na
atividade central da empresa. As melhores companhias buscam o que há de melhor
em cada parte do mundo, na verdade, não buscam a tercerização, mas buscam
fornecedores.

Uma figura que surgiu nos últimos anos é o chamado empresário social. O empresário
social quer, de alguma maneira, dar oportunidade aos que não tem. Não se trata
de benevolência, pois há uma contrapartida por parte de quem recebe algum
benefício. Explico: alguns empresários resolveram investir em projetos no
terceiro mundo, dando trabalho e condições mais dignas para esses
trabalhadores. Um exemplo de empreendimento de cunho social, foi o criado pelo
empresário Hockenstein no Camboja, que empregou digitadores para converter
material escrito em digital. As empresas que adotam essa política de
tercerização social estão ajudando a criar vidas melhores para muitos cidadãos
que vivem em estado de extrema miséria.

            

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